sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ATUALIZAÇÃO POÉTICA

"Faço do meu canto a neura existencial. 
O conteúdo do cotidiano, o dia-a-dia da vida.
 A eletrônica está substituindo o coração. 
A inspiração passou a depender do transistor, 
o poeta, de aço, de poesia programada... 
é demais pra meus sentimentos, tá sabendo?"


Baianos e Novos Caetanos.


Poeta de Aço - Eô Xangô 




"Em um espaço de ressignificação histórico-temporal aparece o poeta sci-fi. Reciclado, cíclico, lúdico, o poeta invade o presente. Da experiência emerge a transformação. POETA DE AÇO é um grupo que possui repertório autoral com influências da música eletrônica e da cultura popular nordestina, principalmente das décadas de 60 e 70. Primando pela multiplicidade de referências, criando um diálogo entre a cultura popular e a cultura digital, a banda configura uma liberdade nos processos de criação. POETA DE AÇO: Breno Tsokas, Ilari Papá, Glauber Elias, Pedro Patrocínio."

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 Essa é a descrição. Esses são os átomos que compõem a estrtura sonora desse movimento acústico. Aí estão os eletrons orbitando em camadas de sentido que colocam em fluxo a realidade estética de agora. Eis que apresentam-se os artíficies de um sistema ritmico, mélodico e harmônico que articulam a densidade de uma dimensão poética com o universo incomensurável da criação musical contemporânea e suas forças eletrodinâmicas num panorama visualacústico de peculiar sugestão sinestésica.


Espansores e  alteração da consciência, libertando a percepção. O remo, a reciclagem do ser e no mocó sombras do passado dissipadas nas frestas do futuro. O folk do nordeste brasileiro em contato com os sintetizadores e tendências da cultura moderna, em especial a música eletrônica nos apresentam um recôncavo oposto,  uma textura urbana, o tambor e suas platinelas, a percussão portátil malabarizando a inconstância do tempo. O velho Lula, Chico Science, Novos Baianos, Doces Bárbaros síntese protéica da invenção, a originalidade e sua tradição. A guitarra parabólica sintonizando o mistério das máscaras e riffs que rebentam no horizonte da aurora: a poética do presente.

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